Meu nome é Ricardo, nasci dia primeiro de setembro, na cidade de São Paulo. Tive uma infância difícil. Minha mãe sempre foi muito legal comigo e me ajudou muito; meu pai também. Quando criança, era tímido. Quando adolescente, rebelde. Já usei drogas, assisti filme pornô, fiquei com algumas meninas (namorei algumas delas) e saí no murro com algumas pessoas por causa do fanatismo corinthiano.
Nunca joguei bem futebol, nem fui o príncipe encantado das meninas na escola. Gosto muito de balão, mas é proibido. Gosto muito de moto, mas minha esposa não acha uma boa idéia eu ter moto; minha mãe concorda e, se meu pai estivesse vivo, teria a mesma opinião. Andei muito de bicicleta. Até fui atropelado (com bicicleta e tudo) por um ônibus e quebrei o pé em três lugares. Mas não houve somente esse acidente.
Quando criança, fritando carcaça de frango com meu irmão, decidimos brincar de lutinha, tipo Daniel San. A mão dele, num golpe fatal, não pegou em mim e sim na frigideira quente que, por sua vez, virou em cima de mim, queimando o meu ombro e a barriga. Não contente com o ocorrido, meu irmão jogou um monte de água em mim e me levou para andar de bicicleta sem camiseta com a finalidade de bater vento e fazer parar de doer. Eu sei, eu sei… Idéia brilhante a dele… Coisas pitorescas como essas sempre aconteceram comigo.
Como, por exemplo, quando fui arrastado por um Fiat 147 de um primo do meu pai e me esfolei inteiro. Este fato é lembrado por minha família até hoje. Usava um tênis da marca do stadio e todos me zoavam, porque ele tinha sido comprado numa loja de bairro. Não tive muitas roupas de marca. Já usei lê cheval, quixute e havaianas antes da Gisele bundchen usar. Havaianas não era, tipo, muito preferida pela galera consumista. Coloquei prego nela, quando as bolinhas que prendiam as fivelas do chinelo quebravam. Não posso me esquecer que também usei o tênis bamba cabeção e por aí vai a extensa lista de coisas que já usei.
Fumei cigarro contrabandeado do Paraguai, pois era mais barato. Fiquei bêbado e vomitei no bairro inteiro. Tentei tomar leite para melhorar (Que idéia maravilhosa! Nem Albert Einstein pensou nisso!). Conclusão: quase tive um treco no estômago, não parei de vomitar, nem fiquei sóbrio e apanhei muito dos meus pais. Gostava de cachorro vira-lata. Sempre prometia que ia cuidar, brincar e limpar o quintal se meus pais deixassem eu ter um, mas cumpria parcialmente o trato.
Brincava e cuidava; quanto a limpar, conclua você mesmo… Não gosto de gatos, pois fui abandonado pelo meu de estimação. Minha mãe dizia que o lixeiro o tinha levado embora. Ai, se eu pego esse lixeiro! Depois disso, tentei ter outros gatinhos, mas eles sempre fugiam. Fiquei muito triste quando roubaram minha bicicleta, mas, pelo menos, eu tinha um celular. Parecia um tijolo baiano, mas era um celular. Depois tive vários outros, mas, como os bichanos, eles me abandonaram. Já trabalhei de várias coisas, desde os sete anos de idade. Já vendi ficha telefônica, vassouras, relógios de parede, rodo, pão doce, sonho, sorvete… Com a sapiência adquirida com a venda desses artigos, decidi ampliar os negócios e passei a vender sucrilhos. Não bastando isso, fui vender carros inteiros e batidos.
Fui assistente administrativo, pedreiro, voltei a vender carros e depois vendi óculos. Fui pintor de parede e não entrei no exército. Já comi muito pinhão (por isso, nunca me ofereça tal guloseima). Me nego a tomar emulsão Scott. Gosto de jiló, de jaca, mas não gosto de ratos. Eles são sujos e feios e comem tudo o que vêem pela frente. Não quero ser a próxima vítima. Tive vários amigos legais. Li Paulo Coelho. Fumei maconha com o embrulho de um tênis meu e quase morri de tanto rir e comer, depois. Até os onze anos fui crente, depois desviei. Não me orgulho do que fiz de errado, me arrependo muito. Voltei para Jesus aos dezesseis anos. Me converti de verdade, li a Bíblia e fui no SOS da Vida. Ia na Renascer-sede, às segundas- feiras, porque tinha bandas maneiras de Rock. Quando estava desviado, curtia Ozzy, Raul Seixas e mais outros. Curtia Bezerra da Silva, Racionais Mcs (não vai caber tudo aqui, então, vou parar de listar). Parei de fumar cigarro e maconha. Não vi mais cocaína. Fui perdoado por Deus e meus pais. Virei crente. Acreditava que tinha um chamado, algo especial que Deus tinha preparado para mim.
Comecei a pregar, a orar por enfermos, expulsar demônios. Fui a vários congressos. Conheci muita gente. Aprendi que posso fazer o meu melhor para Deus hoje. Eu já preguei em muitos lugares, várias pessoas gostaram de me ver pregando. Há quase quatro anos sou casado. Namorei quatro anos e três meses. Minha esposa é linda, fala inglês e eu não. Vamos ter filhos e pretendemos adotar, também. Sonho em marcar minha geração. Me recuso a viver pecando nas mesmas coisas. Desprezo o baratear de um Evangelho que custou tão caro. Sonho com o avivamento. Odeio a teologia da prosperidade. Me comprometo com a sã doutrina da Bíblia. Nunca vou esquecer que Jesus me encontrou numa manhã fria de 25 de dezembro de 1995, quando eu estava caído, bêbado na calçada cheia de fezes de cachorro. Uma meta: pregar o Evangelho até o meu último dia de vida. Concordo que casamento é um só!
Esse é o meu brother Cadinho!!!
Por: Jander Pires em Julho 8, 2009
às 7:30 pm
Legal Ricardo. Muito bom.
Perdi sua mensagem, que chato, a rádio saiu do ar.
Beijão
Wassil
Por: Wassil Mogone em Julho 21, 2009
às 12:18 am
… nao sei se choro ou continuo rindo ….
huauhuaauau
vc e anita moram no meu coraçao
amu vc
Por: juliana ^^ em Setembro 15, 2009
às 5:16 pm
Meu amigo, melhor do que isto, nem filme de hollywod!
Deus te abençoe! irado!
Por: Edgard em Outubro 9, 2009
às 1:18 am